
A morte é tranquila, silenciosa e muitas vezes um alívio. Gosto muito da cultura mexicana, porque eles não fazem dela um monstro de sete cabeças e nem um motivo para luto eterno. Eles simplesmente acreditam que assim como festejamos o nascimento e os aniversários de uma pessoa, temos que festejar a morte dela, também, como fase natural da vida. Obviamente, isso não nos tira o direito de sofrer, mas nos dá o dever de continuarmos a viver e seguir em frente.
Posso dizer que ele não foi uma pessoa que me ensinou teorias e fórmulas ou todo esse conteúdo que vai me ajudar a passar em vestibulares e concursos públicos da vida, mas ele foi uma das pessoas que mais me ensinou valores que eu usarei para a minha vida inteira: espírito de equipe, diálogo, persistência, foco e muita garra. Me ensinou, principalmente, a ter responsabilidade.
Ele foi mais do que um professor e técnico. Ele foi amigo, um amigo que brigava muito, às vezes. Um amigo sério que chegava até a passar um ar de frieza, mas que no fundo, estava ali pelos alunos. Queria passar algo que hoje é tão pouco valorizado por nós. O esporte.
Infelizmente, ele teve que ir, mas tenho certeza que ele deixou muitos ensinamentos na vida de seus alunos, jogadores, amigos e família, assim como deixou na minha.
Inspirado em alguém que merecia mais do que esse texto.
Aimee Franco.
Bela homenagem à ele, amor. De onde quer que ele esteja, tenho certeza que viu.
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